Para a privatização produzir melhorias para a população, três objetivos devem ser atingidos: melhoria da qualidade dos serviços prestados; redução de preços ao consumidor; aumento na oferta de empregos.

Como diz o ex-presidente da Cedae, Marcos Montenegro, a obstinação dos empresários é gerar lucro, o que pode ser um bom sinal em uma sociedade orientada pelos princípios da cidadania, mas pode representar a escravização do povo, que terá menos empregos, para pagar por piores serviços a preços mais altos.

Penso que diante de um Estado dominado pelo capitalismo selvagem, a solução é reinventá-lo através do fortalecimento das associações de moradores e de classe, dos grupos de pensamentos, das ONGs, das entidades assistenciais. É tempo de o Estado pensar menos em privatizações e mais em transportes, energia, saúde, educação.

É preciso descer um pouco ao mundo dos mortais para perceber que, se há estratégia nessa empreitada do Governo visando ao sucesso posterior, ela peca por um princípio básico que o capitalismo selvagem não enxerga: Não existe futuro sem presente.

Eduardo Dantas