O desenvolvimento da tecnologia , notadamente a da informação, trouxe a "aproximação" dos mercados e a competição orientada pela lógica da deflação construtiva - preços menores para produtos com maior qualidade.

O contexto se completa com a observação do desemprego e da concentração de renda. Neste contexto vislumbramos dois mundos: O mundo do mais e o mundo do menos.

O mundo do mais está conectado à melhoria da qualidade de vida das pessoas, sob todos os pontos de vista, é o mundo dos bons salários, das boas condições de trabalho, que deve ser algo prazeroso, é o mundo onde o mais importante é agregar valor.

Ao contrário, o mundo do menos é o mundo dos custos, onde se pratica baixos salários, onde se substituem homens por máquinas, onde se produz desemprego e pouco se agrega valor.

Para fazer parte do mundo do mais precisamos repensar nossas perspectivas, atuando no limite de nossas possibilidades. As organizações não governamentais serão as grandes responsáveis pelas transformações que irão nos conduzir a esse mundo e, com certeza , estarão motivadas por questões comunitárias, onde mais importante do que entender o conflito no oriente médio, o déficit comercial dos Estados Unidos, ou a preocupação social do Malan, será perceber o que poderemos fazer para melhorar nosso bairro, o quarteirão e a rua onde moramos, porque aí se multiplicam nossas possibilidades reais de atuação.

Copacabana precisa de projetos que estejam "linkados" a esse mundo de oportunidades, demandando a energia de seus moradores e amigos para a "reconceituação" da qualidade de vida em nosso bairro, e o caminho mais curto para isso será o exercício de nossa cidadania, através das associações de moradores, comerciais, de classe e outras que tenham por objetivo agregar valor à nossa "Princesinha do Mar", para transformar nossa fachada cinza, nossas águas e areias poluídas, nossas ruas-dormitório em algo muito melhor.

Eduardo Dantas - Jornal Copacabana 05/00

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